quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O inicio

Aos 7 anos de idade fiz uma visita de férias a Natal. Logo depois nos mudamos pra cá.
Lembro que sempre fui um menino meio anti-social, não porque eu queria, sempre gostei de conversar com as pessoas e ter bons amigos. Mas é que sempre fui muito timido e encabulado. Isso me prejudicou muito no relacionamento com as pessoas, principalmente com as meninas, mas isso é assunto resolvido.

Aos 15 anos mudei de escola, depois de 8 anos no mesmo colégio a mudança de escola parecia um pesadelo, ainda mais para uma escola pública. Fui infantilmente imbecil em não consegui (a princípio) reconhecer que era algo definitivamente necessário.
Foi uma boa mudança, conheci muitas pessoas legais e arranquei a imagem de que escola pública só tinha marginal, estereótipos e preconceitos que foram definitivamente quebrados. Foi um bom aprendizado para o lado pessoal, por que intelectualmente falando as escolas públicas desse país são tristes.

Com 17 anos prestei vestibular e tive o ano mais desgastante da minha vida até hoje, tinha de acordar 6h da manhã, correr parar o cursinho, voltar pra casa, engolir o almoço e voar para a aula de tarde, chegar em casa de noite revisar a matéria e ir dormir. Mas valeu a pena, passei e entrei para o curso de Engenharia Mecânica, que pra falar a verdade eu nem tinha noção do universo que é tudo isso.
Conheci muitas outras pessoas, ainda com aquele jeito meio anti-social de ser, mas um pouco melhorado (confesso que foi na Universidade que esse problema foi solucionado, pelo menos parcialmente).

Nunca tive certeza de que era Engenharia mesmo que eu queria, sempre tive uma dúvida. Até que no quarto ano fizemos uma viagem pra conhecer as usinas Hidro-Elétricas de Paulo Afonso - BA, foi lá que tive certeza absoluta que era isso que eu queria. Entrando no último ano da faculdade me deslumbrei mais ainda ao fazer mais visitas técnicas e hoje depois de 14 anos nessa terra maravilhosa, chamada carinhosamente como cidade do sol, busco uma saída para os problemas não solucionados tanto profissionalmente quanto emocionalmente falando.

Penso as vezes que isso possa ser uma fuga, fugir é sempre mais fácil, mas também penso que não é precise ser uma fuga, que na verdade é um desafio, é saudades, é vontade de crescer, é vontade de ser grande é vontade de lutar pelo que vai ser meu.


Será, que depois de 14 anos eu consigo voltar?

É como dizem, só o tempo...



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