Quinta de tarde, na hora da saída, as meninas do departamento médico passaram por mim e apontaram o dedo dizendo: Precisamos falar com você!
Pensei que eu faria mais exames, ou tinha alguma coisa errada nos meus exames de admissão, sei lá. Mas não foi nada disso.
A Petroquímica tem um programa para formar socorristas (uma equipe de primeiros socorros que em acidentes faz o primeiro atendimento), claro que eles devem estar aptos à atender desde pessoas que quebraram uma perna, traumatismo craniânio até politraumatizados (vários tipos de traumas, hemorragia interna etc).
Só que após o treinamento é feito uma simulação, com pessoas de verdade, com pessoas simulando acidentes de verdade, e advinhem quem eles escolheram pra ser a vítima?
Eu.
Na verdade foram três vítimas, só que eu sou o único que vou participar dos dois dias. E hoje eu fui o cara que teve convulsões, que foi (digamos assim) ter sido a mais leve dentre um mecânico com um tubo de uma polegada cravado na barriga e um gerente de segurança com traumatismo craniânio.
Assisti as palestras, ajudei a mostrar como se faz a imobilização de um acidentado (fui o chefe da equipe!!), fiz papel de vítima simples (apenas para imobilização) e fiz o papel do convulssivo todo maquiado, cheio de minancora (pra ficar pálido).
Foi muito legal, me deitaram numa escada, me deram um sal de frutas e eu comecei a "ter convulsões" (os caras demoraram pacas pra me achar, o sal de frutas fez tanto gás na minha boca que eu achei que aquilo fosse explodir) assim que apareceu o primeiro socorrista eu fiz uma cena digna de um Oscar (modestia à parte), pena que os caras ficaram tão desesperados com a cena que não sabiam o que fazer, me deixaram um tempão na escada decidindo o que iriam fazer comigo (e nisso eu me debatia nos degraus ¬¬ ...).
Enfim, tiraram fotos, foi muito legal, me diverti pacas e amanhã tem mais!!
Nesse final de semana fui pra Tramandaí deixar minha vó, ví uma apresentação de patinação da minha prima Luiza (ela tava linda! ELa não desiste nunca mesmo - isso precisará de um post mais tarde - ) e segunda teve parada lá na Petroquímica, aproveitei a tirei algumas fotos para o meu trabalho sobre o DA207 (isso também precisará de um post).
Ufa.
Família, aquele abraço!
Contagem regressiva..
terça-feira, 27 de novembro de 2007
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Sistemática
"Bom dia caros ouvintes, 12ºC a temperatura em Porto Alegre e lá fora céu de brigadeiro!"
É ótimo acordar sabendo que você está na estação "cebola".
A estação cebola se caracteriza por manhãs frias e tardes quentes, o nome "estação cebola" se dá pelo fato de sairmos de casa totalmente agasalhados e ao passar do dia ir tirando o casaco, manga comprida, sobre-camisa, camisa, calças... enfim, fica realmente quente no final do dia.
Bom, não estou correndo, estou gordo, o único exercício que eu faço é caminhar 5 Km por dia até a parada de ônibus, apertar alguns parafusos, levantar algum peso e tentar ajudar no que posso lá na petroquímica.
Sabem, eu acho que realmente gosto dessa terra, acho que dei muita sorte lá na Triunfo porque o pessoal é muito legal comigo, gosto do frio, gosto das pequenas amizades que faço, isso aqui realmente me impressiona e não parece ser apenas um deslumbre momentâneo, afinal estou aqui há 3 meses e estou trabalhando lá há quase dois meses e esse "deslumbre" ainda está presente (okei, ainda posso estar deslumbrado).
Quando eu digo "deslumbrado" tente visualizar alguém voltando para casa no ônibus com um sorriso estampado no rosto só pela sensação de dever cumprido, alguém que na hora de ir embora diz "mas já?!", que quando acorda diz: "maaas jáaaaa?!", que realmente fica feliz de ir dar um passeio alí no centro, feliz de pegar o trem sozinho e não se perder (ou se perder), alguém que quando escuta "lá fora faz 10º" fica feliz de poder sentir um friozinho momentâneo e se agasalhar.
É, acho que estou gostando disso aqui...
É como eu disse: se todos daí estivessem aqui... aiaii..
Maldita saudades!
Que nos arrebata e nos deixa confuso.
É ótimo acordar sabendo que você está na estação "cebola".
A estação cebola se caracteriza por manhãs frias e tardes quentes, o nome "estação cebola" se dá pelo fato de sairmos de casa totalmente agasalhados e ao passar do dia ir tirando o casaco, manga comprida, sobre-camisa, camisa, calças... enfim, fica realmente quente no final do dia.
Bom, não estou correndo, estou gordo, o único exercício que eu faço é caminhar 5 Km por dia até a parada de ônibus, apertar alguns parafusos, levantar algum peso e tentar ajudar no que posso lá na petroquímica.
Sabem, eu acho que realmente gosto dessa terra, acho que dei muita sorte lá na Triunfo porque o pessoal é muito legal comigo, gosto do frio, gosto das pequenas amizades que faço, isso aqui realmente me impressiona e não parece ser apenas um deslumbre momentâneo, afinal estou aqui há 3 meses e estou trabalhando lá há quase dois meses e esse "deslumbre" ainda está presente (okei, ainda posso estar deslumbrado).
Quando eu digo "deslumbrado" tente visualizar alguém voltando para casa no ônibus com um sorriso estampado no rosto só pela sensação de dever cumprido, alguém que na hora de ir embora diz "mas já?!", que quando acorda diz: "maaas jáaaaa?!", que realmente fica feliz de ir dar um passeio alí no centro, feliz de pegar o trem sozinho e não se perder (ou se perder), alguém que quando escuta "lá fora faz 10º" fica feliz de poder sentir um friozinho momentâneo e se agasalhar.
É, acho que estou gostando disso aqui...
É como eu disse: se todos daí estivessem aqui... aiaii..
Maldita saudades!
Que nos arrebata e nos deixa confuso.
sábado, 10 de novembro de 2007
Destino: Canoas
Calor, muito calor!
Engraçado como se dá essa variação climática aqui, no final de semana passado estava um frio de rachar, quarta um calor de matar, e hoje: nublado.
Belo sábado nublado e indecifrável de porto alegre (nunca se sabe se vai chover ou fazer calor), mas peguei o trem e me mandei pra Canoas (cidade ao lado de Porto Alegre, é como Parnamirim para Natal) para visitar meus amigos de veraneio!
Fui convidado para almoçar um Strogonoff na casa das gurias e lá fui eu todo feliz me perder em Canoas em busca da casa azul da terceira rua depois da saída da estação de trem.
E fizeram tanta propaganda do arroz que acompanharia o strogonoff... que bem, sabe como é né?! Quando a pressão é demais sempre falta alguma coisa, no nosso caso: sal!
Mas como somos mais espertos colocamos mais sal no strogonoff!! (pffff, é praticamente uma conta de somar, e somos muito bons em matemática!)
E depois de deixar o óleo queimar, o fundo do arroz tostar e o medo de um futuro próximo dentro de quatro paredes "azulejadas" nos consumir ... tudo ficou mais tranquilo e muito bom, praticamente um baião de dois!
A sobremesa era a minha responsabilidade, claro que eu esqueci. :/
Ensinei uma gaúcha a fazer chimarrão (é, eu também fiquei surpreso!) pois a Carine (a famosa KK) disse que sempre que fazia o chimarrão ele ficava entupido. Estufei o peito e disse: "xá comigo!"

Claro que eu derramei metade da erva no chão, deixei a água ferver e coloquei erva demais, mas não é que no final das contas o chimarrão ficou bom?!
Conversamos bastante, colocamos os papos em dia, vímos muitas fotos, assistimos um filme chamado Alphadog e comemos pipoca!
Passou rapidinho!
Lembram do tempo indecifrável?! Pois na volta aproveitei para pegar uma chuva e tomar um banho de lama dum ônibus.
=]
Engraçado como se dá essa variação climática aqui, no final de semana passado estava um frio de rachar, quarta um calor de matar, e hoje: nublado.
Belo sábado nublado e indecifrável de porto alegre (nunca se sabe se vai chover ou fazer calor), mas peguei o trem e me mandei pra Canoas (cidade ao lado de Porto Alegre, é como Parnamirim para Natal) para visitar meus amigos de veraneio!
Fui convidado para almoçar um Strogonoff na casa das gurias e lá fui eu todo feliz me perder em Canoas em busca da casa azul da terceira rua depois da saída da estação de trem.
E fizeram tanta propaganda do arroz que acompanharia o strogonoff... que bem, sabe como é né?! Quando a pressão é demais sempre falta alguma coisa, no nosso caso: sal!
Mas como somos mais espertos colocamos mais sal no strogonoff!! (pffff, é praticamente uma conta de somar, e somos muito bons em matemática!)
E depois de deixar o óleo queimar, o fundo do arroz tostar e o medo de um futuro próximo dentro de quatro paredes "azulejadas" nos consumir ... tudo ficou mais tranquilo e muito bom, praticamente um baião de dois!
A sobremesa era a minha responsabilidade, claro que eu esqueci. :/
Ensinei uma gaúcha a fazer chimarrão (é, eu também fiquei surpreso!) pois a Carine (a famosa KK) disse que sempre que fazia o chimarrão ele ficava entupido. Estufei o peito e disse: "xá comigo!"

Claro que eu derramei metade da erva no chão, deixei a água ferver e coloquei erva demais, mas não é que no final das contas o chimarrão ficou bom?!
Conversamos bastante, colocamos os papos em dia, vímos muitas fotos, assistimos um filme chamado Alphadog e comemos pipoca!
Passou rapidinho!
Lembram do tempo indecifrável?! Pois na volta aproveitei para pegar uma chuva e tomar um banho de lama dum ônibus.
=]
domingo, 4 de novembro de 2007
Feriado no meio da mulerada
Sexta-feira, tempo frio, chuva fraca, só um maluco iria para a praia.
Eu fui.

Poltrona 12, ar-condicionado, janelão, tudo tranquilo dentro do ônibus que me levaria pra Tramanda até que uma senhora de idade sentou ao meu lado (era um presságio e eu nem imaginava que fosse), lá pelo meio da viagem a véia cochilou e o festival de peidança começou, foi algo do tipo: "CORRA QUEM PUDER"! Fiquei verde, azul, de tudo que foi cor... a viagem para Tramanda nunca foi tão longa!
Cheguei a Tramandaí, matei a saudades da Vó, visitei o túmulo do meu Avô, dei uma volta no centro e descansei, descansei bastante de todo o turbilhão de informações e coisas que se tem em Porto Alegre, foi praticamente um retiro! Dormi como há tempos eu não dormia, descansei e recarreguei as baterias. Caminhei bastante no calçadão da praia, pensei bastante sobre tudo, sobre essa saudades terrível, sobre os meus objetivos, sobre mim mesmo.
No sábado passei o dia todo no meio da mulerada, pena que todas tinham mais de 60 anos, mas foi bem agradável, as amigas da Vovó são muito simpáticas e sempre têm um monte de doces!
Voltei para POA no sábado a noite e no domingo pela manhã fomos na feira do livro, tinha muita coisa legal, muita gente e até visitamos o cais do porto:

Conheci coisas como a casa de cultura Mário Quintana, o Palácio da Justiça, a Catedral da cidade e o Museu municipal. Foi um momento cultural que me deu a visão de uma Porto Alegre que eu não conhecia.

Foium final de semana beeem movimentado.
Isso aqui tá uma loucura! ;)
Outra coisa que eu acho que nem todos sabem é que eu só termino o estágio em Abril, ou seja, só me formo no meio do ano que vem e só volto pra Natal em Abril.
Eu ainda acho que vou passar o Natal em Natal (redundância?!) com a minha família.
Mas, putz, Porto Alegre é demais!
Eu fui.
Poltrona 12, ar-condicionado, janelão, tudo tranquilo dentro do ônibus que me levaria pra Tramanda até que uma senhora de idade sentou ao meu lado (era um presságio e eu nem imaginava que fosse), lá pelo meio da viagem a véia cochilou e o festival de peidança começou, foi algo do tipo: "CORRA QUEM PUDER"! Fiquei verde, azul, de tudo que foi cor... a viagem para Tramanda nunca foi tão longa!
Cheguei a Tramandaí, matei a saudades da Vó, visitei o túmulo do meu Avô, dei uma volta no centro e descansei, descansei bastante de todo o turbilhão de informações e coisas que se tem em Porto Alegre, foi praticamente um retiro! Dormi como há tempos eu não dormia, descansei e recarreguei as baterias. Caminhei bastante no calçadão da praia, pensei bastante sobre tudo, sobre essa saudades terrível, sobre os meus objetivos, sobre mim mesmo.
No sábado passei o dia todo no meio da mulerada, pena que todas tinham mais de 60 anos, mas foi bem agradável, as amigas da Vovó são muito simpáticas e sempre têm um monte de doces!
Voltei para POA no sábado a noite e no domingo pela manhã fomos na feira do livro, tinha muita coisa legal, muita gente e até visitamos o cais do porto:
Conheci coisas como a casa de cultura Mário Quintana, o Palácio da Justiça, a Catedral da cidade e o Museu municipal. Foi um momento cultural que me deu a visão de uma Porto Alegre que eu não conhecia.
Foium final de semana beeem movimentado.
Isso aqui tá uma loucura! ;)
Outra coisa que eu acho que nem todos sabem é que eu só termino o estágio em Abril, ou seja, só me formo no meio do ano que vem e só volto pra Natal em Abril.
Eu ainda acho que vou passar o Natal em Natal (redundância?!) com a minha família.
Mas, putz, Porto Alegre é demais!
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